Entenda o que é e como tratar a Ginecomastia

A região das mamas é um ponto importante para as mulheres desde cedo, pois além de seu papel biológico, há também o fator social, que pode relacionar características físicas e problemas de autoestima. Mas você sabia que essa questão também pode atingir os homens? Neste artigo nós vamos explicar o que é a Ginecomastia, distúrbio que afeta as mamas masculinas, e como é o seu tratamento.

O que é a Ginecomastia?

Ginecomastia é o crescimento excessivo da região mamária em homens, também conhecido como “hipertofria mamária”, devido ao aumento da glândula mamária. Muitos homens observam o seu crescimento, mas por vergonha da família ou dos amigos, não consultam um médico.

Apesar de se falar pouco sobre ginecomastia, esse é um problema que atinge cerca de 40% dos homens, e por isso é importante estar ciente de seus sintomas e perigos.

É válido apontar que o crescimento em razão exclusivamente do acúmulo de gordura na região peitoral, que pode ser causado por diversos fatores, dentre eles o aumento de peso, não se caracteriza como ginecomastia, embora a intervenção cirúrgica para o seu tratamento também se aplique.

Quais são as causas da Ginecomastia?

Durante a adolescência, o hormônio estrogênio, mais presente no corpo das mulheres, é o responsável pelo crescimento de seus seios. Nos homens, pela presença reduzida deste mesmo hormônio, o normal é que não haja crescimento mamário. Porém, geralmente entre o fim da puberdade e a entrada na fase adulta de alguns homens a produção de hormônios pode ser mais ativa. Neste período, pode haver um desequilíbrio na produção hormonal que pode também desencadear a ginecomastia. Somado ao frequente ganho de peso que acontece nessa faixa etária, esse aumento mamário pode se tornar bastante visível.

Além de ser observada nesta idade, a ginecomastia também é comum por volta dos 50 anos, outra fase de mudança na produção hormonal dos homens, com a diminuição da produção de testosterona.

O uso de anabolizantes, especialmente com o objetivo de conquistar um corpo mais bonito, é um dos grandes fatores de risco que podem resultar na ginecomastia. Além disso, doenças como cirrose hepática, insuficiência renal, tumores e doenças endócrinas podem também ser a causa do distúrbio.

Quais são os sintomas da Ginecomastia?

Entenda o que é e como tratar a Ginecomastia

O principal sintoma da ginecomastia que podemos enxergar a olho nu é o aumento das mamas, podendo ser acompanhado de dores ou hipersensibilidade no local e em alguns casos, até mesmo a produção de leite (galactorreia).

Um sintoma secundário, contudo, precisa ser observado com muita atenção: a queda da autoestima em homens afetados pela ginecomastia pode levar a doenças como depressão. Esse sintoma está relacionado à sociabilidade, especialmente na adolescência. É muito comum observar jovens que frequentam praias ou clubes, mas não se sentem confortáveis em tirar a camisa, ainda que não estejam acima do peso. E a ginecomastia pode ser uma das explicações para esse comportamento.

A prática de bullying ainda é intensa em nossa sociedade e vem sendo constantemente abordada em diversas produções artísticas, como o filme “Extraordinário”, drama familiar que vem sendo sucesso de bilheteria no mundo. Por isso, os sintomas psicológicos devem ser observados por pessoas próximas e não se esqueça de que é muito importante se inteirar com um médico antes de tomar qualquer atitude, especialmente se essa postura pode expor a outra pessoa e sua condição.

Como é o tratamento da Ginecomastia?

Entenda o que é e como tratar a Ginecomastia

Nos casos espontâneos de ginecomastia, aqueles que ocorrem justamente pelo desequilíbrio hormonal que citamos anteriormente, é frequente a regressão em até 18 meses. Mas é raro que a doença regrida após 12 meses, quando passa a ser indicada a cirurgia plástica.

Neste caso, o procedimento de correção da ginecomastia pode incluir lipoaspiração, remoção total ou parcial da glândula mamária e mamoplastia redutora (somente para casos severos de excesso de crescimento, observados, por exemplo, em casos graves de obesidade).

Além da cirurgia plástica, medicamentos que bloqueiam a produção hormonal também podem ser ministrados. Já o tempo de recuperação após a cirurgia necessita em média 3 semanas de repouso para com as atividades físicas. O mais importante para obtenção dos melhores resultados é seguir as orientações do seu cirurgião e entrar em contato caso tenha alguma dúvida. Alinhar seus objetivos antes da cirurgia irá facilitar a compreensão dos benefícios e requisitos que envolvem o procedimento.

Ainda tem dúvidas sobre a Ginecomastia ou deseja saber mais sobre cirurgias plásticas? Entre em contato com o Instituto PERFACE ou agende uma visita, nossa equipe de cirurgiões terá prazer em lhe atender!

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