Posicionamento do Instituto PERFACE em relação a reportagem

O acido retinoico, assim como outras medicações da classe dos retinóides, vem sendo utilizado ha mais de 20 anos por dermatologistas do mundo inteiro, apresentando resultados clínicos muito satisfatórios.

Algum grau de irritação, vermelhidão, pode ocorrer com o uso da medicação. Dai a importância do acompanhamento com um médico especialista, para que o paciente seja bem orientado quanto ao uso do ácido retinóico e com os cuidados que devem ser tomados durante o tratamento.

 Há vários trabalhos científicos comprovando a eficácia dos retinóides. Publicações  isoladas podem mostrar resultados díspares e polêmicos, que devem ser avaliados criteriosamente. 

Dra. Patrícia Damasco (Dermatologista do Instituto PERFACE)

Especialistas contestam estudo que questiona ação do ácido retinoico contra o envelhecimento

Link para a reportagem completa (UOL Mulher Beleza)

Isabela Leal
Do UOL, em São Paulomulher-aplica-creme-no-rosto-acido retinoico

No final de 2011 um estudo publicado pelo British Journal of Dermatology (Jornal Britânico de Dermatologia) gerou polêmica entre os dermatologistas de todo o mundo. A pesquisa mostrou que o ácido retinoico –queridinho entre os médicos para tratar sinais de envelhecimento– pode não ser assim tão eficiente quanto se acreditava até então. Segundo o estudo, doses elevadas do ácido levam a uma irritação que pode evoluir para uma inflamação e, em vez de estimular a produção de colágeno (uma das fibras de sustentação da pele), causar sua destruição, levando ao envelhecimento.

Para a maioria dos médicos ouvidos por UOL Mulher, as premissas do estudo não são válidas, visto que a prática clínica comprova que a tretinoína (princípio ativo do ácido retinoico) é eficiente no combate ao envelhecimento e a irritação é um sintoma normal do tratamento (desde que não seja intensa e nem se manifeste por tempo prolongado). Os dermatologistas também argumentam que todo médico consciente e sério controla as concentrações e, consequentemente, as reações adversas.  “O processo inflamatório da tretinoína é auto-limitado, dose-dependente e totalmente reversível, sem respaldo de que tenha a capacidade de envelhecer a pele, pois a avaliação clínica em três décadas de prática mostra exatamente o contrário”,  diz o dermatologista Adilson Costa, chefe do serviço de dermatologia da PUC-Campinas. “Este estudo é o único que contradiz todos esses anos de pesquisa que comprovam o efeito do ácido retinoico em relação à proliferação de fibras colágenas e reorganização de fibras elásticas”, ressalta o especialista.

Para o dermatologista João Carlos Lopes Simão, coordenador do ambulatório de cosmiatria do Hospital das Clínicas da USP, de Ribeirão Preto (SP), o efeito prejudicial do ácido só foi observado nesse estudo quando havia irritação na pele do paciente. “Mas os dermatologistas já têm por hábito suspender, reduzir ou orientar o uso em dias alternados quando o paciente apresenta irritação”, diz Simão. Para ele, não há dúvidas: as pessoas que usam ácido retinoico têm uma pele saudável e o estudo veio corroborar a prática adotada pelos médicos ao londo dos anos: diminuir o uso da substância quando ocorre irritação. “Agora sabemos que essa irritação pode ser um sinal de dano ao colágeno. Nesse caso, como ocorre nos peelings e lasers fracionados, ao terminar a inflamação o organismo responde fazendo novo colágeno e de melhor qualidade, consequentemente isso combate os efeitos do envelhecimento”, pontua o professor.

Em tempo: mesmo sendo aplicado à noite, o tratamento com ácido retinoico exige o uso regular de protetor solar. “Isso é imprescindível para que o efeito do tratamento seja pleno e seguro. Não existe nenhuma alternativa nesse sentido, caso contrário, as consequências podem ser danosas para a pele”, destaca a dermatologista Maria Fernanda Gavazzoni, professora do curso de pós-graduação em dermatologia do Instituto Professor Azulay, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

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