Micoses: como evitar!

Por mais que cuidemos da beleza da nossa pele, não podemos deixar de prestar atenção quanto à sua saúde e, devido a alguns hábitos cotidianos modernos, podemos contrair infecções que chamamos de micoses. A Drª Tainah de Almeida, dermatologista do Instituto PERFACE, tira algumas de nossas dúvidas e mostra quais hábitos devemos evitar para manter a nossa pele sempre linda, saudável e sem micoses.

As micoses são infecções causadas por fungos que podem ocorrer nas unhas, pele e cabelo. Micoses ocorrem em todas as épocas da vida, sendo que a tendência é maior em crianças e em quem tem pele oleosa. Alguns tipos de fungos vivem naturalmente em nosso corpo sem causar qualquer tipo de sintoma se alimentando da queratina presente em nossa pele, unhas e cabelos e quando encontram condições favoráveis, como calor, umidade, imunidade baixa ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo, podem se proliferar ocasionando essas infecções. As micoses são muito frequentes nos trópicos, pois as condições ideais de calor e umidade são necessárias para o desenvolvimento dos fungos. São exemplos de micoses superficiais pano branco (pitiríase vesicolor), as tinhas e a candidíase.

Algumas micoses são contagiosas, podendo haver transmissão de uma pessoa para outra ou de animais para seres humanos. Na maioria das vezes, o sistema imunológico consegue combater a proliferação dos fungos sem causar qualquer sintoma. Além disso, o nosso organismo também contém bactérias que são responsáveis por combater os fungos, privando-os de espaço e nutrientes. No entanto, nem sempre os mecanismos de defesa do organismo conseguem lidar com a proliferação fúngica. É muito comum o aparecimento de micoses entre os dedos dos pés, nas unhas das mãos e pés e na região da virilha.

Se você quer prevenir o surgimento de micoses, essas dicas são extremamente importantes:

–       Enxugue-se corretamente! Seque bem as áreas de dobras do corpo, como axila, virilha e dedos dos pés, após o banho ou ida à piscina e praia. Dê atenção redobrada a essas dobrinhas e, além da toalha, utilize também papel higiênico e secador para atingir melhor esses pequenos espaços que não devem permanecer úmidos. O uso de talcos antifúngicos nos calçados também é bastante útil para evitar a transpiração e a proliferação de fungos e bactérias.

–       Utilize sandálias em locais públicos! Evite andar descalço em locais como saunas, piscinas, vestiários e banheiros públicos.

–       Deixe a sua pele respirar! Evite o uso de calçados fechados por longos períodos, roupas apertadas e quentes, de tecido sintético que prejudicam a transpiração da pele. Principalmente no inverno, optamos por peças de roupas que não deixam a nossa pele respirar, portanto, opte pelas opções mais largas, ventiladas e de algodão, que absorvem o suor. Utilize antitranspirantes e tome tome banhos para retirar o excesso de suor, mas evite água quente, que pode ressecar a sua pele.

–       Não permaneça com roupas molhadas por muito tempo! Ao sair do mar ou piscina, procure se secar ou trocar a roupa de banho, pois essas peças demoram mais para secar, criando um ambiente favorável à proliferação de fungos.

–       Não compartilhe roupas! Toalhas, roupas, escovas de cabelo, bonés e chapéus são veículos de transmissão de doenças como as micoses. Higienize corretamente suas roupas e calçados.

–       Não compartilhe kit de unhas! Alicates e cortadores, além de esmaltes, palitos e lixas de unhas podem transmitir fungos. Cada pessoa deve contar com seu kit individual de unhas. Vale lembrar que por serem objetos cortantes e que podem conter sangue, eles mantém os fungos ativos por mais tempo.

–       Utilize produtos específicos para a sua pele! Evite usar pomadas, cremes ou hidratantes não recomendados para a sua pele. Se você tem dúvidas de qual produto utilizar (loção, creme, óleo, loção ou gel), saiba mais sobre s tipos de hidratantes corporais aqui.

–       Siga as recomendações das medicações recomendadas! Quando as micoses existirem, utilize os medicamentos receitados pelo seu dermatologista seguindo corretamente as instruções de uso. Muitas vezes, uma infecção aparentemente pode ter sido controlada e muitos pacientes deixam de utilizar os remédios por acreditar que o problema se restringe a situação tópica e visível do problema. Por mais que a infecção fúngica não esteja mais aparente, não quer dizer que ela já foi extinta.

Acompanhe o nosso site para mais conteúdos completos sobre como manter a sua pele linda e saudável e agende um contato com nossa equipe de dermatologia! Revele a sua beleza! 😉

Saiba mais sobre