Os tipos de câncer de pele: CBC, CEC e melanoma
Dentre os tipos de câncer, o de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo, correspondendo a mais da metade dos diagnósticos de neoplasias malignas. A doença é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros. Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias (albinismo, xeroderma pigmentoso, por exemplo) são as principais vítimas.
O câncer de pele pode surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente, e uma lesão aparentemente inocente pode ser suspeita aos olhos do médico. Por isso, uma visita ao dermatologista ao menos uma vez por ano deve ser feita, para que seja realizado um exame completo e minucioso da pele e das pintas existentes. Métodos diagnósticos auxiliares (biópsia, dermatoscopia) são realizados quando necessário. Além disso, pacientes que já tiveram um tumor de pele diagnosticado estão sob maior risco de apresentar um outro reaparecimento, e devem ser submetidos a exames dermatológicos periódicos.
Há dois tipos básicos de câncer de pele, os não-melanoma (principalmente o carcinoma basocelular e o espinocelular) e os melanomas.

Carcinoma basocelular (CBC)

Carcinoma basocelular
É o mais comum dentre todos os tipos de câncer e o mais comum dentre os tumores de pele (cerca de 70-80%) no Brasil e no mundo. O CBC se origina das células basais (presentes na parte mais profunda da camada superior da pele). Surge principalmente em áreas expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, orelhas, pescoço, mãos, braços, tronco superior, já que a radiação solar cumulativa é o principal fator de risco. É mais comum em pessoas de meia-idade e idosos, mas vem sendo cada vez mais diagnosticado em pacientes jovens. Pessoas de pele clara e que se expõem excessivamente ao sol apresentam maior risco.
A lesão mais comum é um nódulo ou área avermelhada ou cor da pele, translúcida, brilhante, às vezes mostrando áreas escurecidas, com vasos e crostas. Uma ferida persistente que não cicatriza e sangra com facilidade é um sinal frequente de CBC. Certas manifestações do CBC podem se assemelhar a lesões benignas como pintas, alergias, psoríase ou até mesmo a uma cicatriz. O CBC possui baixa letalidade, e pode ser facilmente curado se detectado precocemente, mas em estágio avançado pode causar destruição da pele ao redor e desfiguração consideráveis.
A escolha do tratamento depende do tipo, tamanho, localização e profundidade do tumor, da idade do paciente, suas condições de saúde e do provável resultado cosmético do tratamento. Na maioria das vezes, o tratamento pode ser realizado no próprio consultório médico ou em uma clínica, sem necessidade de hospitalização. Podem ser feitos cirurgia tradicional (método mais utilizado), cirurgia micrográfica de Mohs e, mais raramente, eletro e criocirurgia, radioterapia, terapia fotodinâmica e tratamento com medicações tópicas e orais.

Carcinoma espinocelular (CEC)

Carcinoma espinocelular
É o segundo mais prevalente dentre os tumores cutâneos (20-25%). O CEC se origina das células escamosas (as que constituem a maior parte da camada superior da pele). Pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, embora seja mais comum também nas áreas mais expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço, braços, mãos e tronco superior. Além da exposição excessiva ao sol, outros fatores são importantes para seu desenvolvimento, como a cor clara da pele, inflamação crônica presente em doenças de pele, feridas, cicatrizes antigas e de queimaduras, baixa imunidade e exposição a certos agentes químicos ou à radiação.
A lesão comum é um nódulo avermelhado com áreas espessas e descamativas, crostas, que podem sangrar e não cicatrizam. Podem ter aparência similar a verrugas, psoríase ou alergias. Tem baixa letalidade e é geralmente curado se tratado precocemente, mas pode se disseminar e originar metástases, ainda que muito raramente.
A escolha do tratamento depende do tipo, tamanho, localização e profundidade do tumor, da idade do paciente e suas condições de saúde, e do provável resultado cosmético do tratamento. Na maioria das vezes, o tratamento pode ser realizado no próprio consultório médico ou em uma clínica, sem necessidade de hospitalização. Podem ser feitos cirurgia tradicional (método mais utilizado) e, mais raramente, radioterapia, eletro e criocirurgia, terapia fotodinâmica, cirurgia micrográfica e tratamento com medicações tópicas.

Melanoma

Melanoma
O melanoma é o menos frequente dentre todos os cânceres da pele (apenas 4% dos casos), porém é o mais grave e de pior prognóstico, com a maior mortalidade, pelo importante risco de metástases. Entretanto, a chance de cura é de mais de 90% se houver diagnóstico precoce. Tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele, mas também estão presentes em outros locais do corpo, como na retina e na medula. Normalmente, o melanoma surge nas áreas do corpo não tão expostas à radiação solar, pois, diferente dos demais tipos de tumores cutâneos, está mais associado a episódios ocasionais de exposição solar intensa e queimaduras, e não ao dano solar crônico. Pessoas que possuem uma quantidade grande de pintas estão sob maior risco, e a hereditariedade também desempenha um papel importante no desenvolvimento da doença.
O melanoma geralmente assemelha-se a uma pinta ou sinal escuro na pele, que pode ser pequeno ou estar mudando de cor, de forma ou tamanho, e pode apresentar sangramento. Adultos de pele clara possuem um maior risco de desenvolver a doença, mas indivíduos negros ou de pele mais escura também podem ter a doença, mesmo que mais raramente.  Em estágios iniciais, o melanoma se desenvolve apenas na camada mais superficial da pele, o que facilita a remoção cirúrgica e a cura do tumor. Nos estágios mais avançados, a lesão se aprofunda e há chance de metástases para outros órgãos, diminuindo as possibilidades de cura. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.
O tratamento para esse tipo de câncer de pele é cirúrgico, por meio de excisão ampla da lesão, com ou sem quimioterapia/imunoterapia associada e pesquisa de acometimento de gânglios linfáticos e de outros órgãos.

É preciso ficar atento a toda e qualquer alteração na pele, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de sucesso no tratamento. Além disso, manter a visita ao dermatologista anualmente é o meio de prevenção mais eficaz contra o câncer de pele. Siga essas dicas!

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