Vitaminas e sais minerais na nutrição esportiva

Atualmente, o desenvolvimento científico na área da nutrição esportiva vem descobrindo, resgatando e aplicando condutas mais específicas que podem auxiliar e melhorar tanto a performance quanto a saúde dos praticantes de atividade física. Veja como algumas vitaminas e sais minerais são essenciais para o funcionamento do nosso metabolismo nessa lista do nutricionista Dr. Rogério Barros.

Cálcio:

O cálcio é um micromineral muito importante e presente em grande quantidade em diversos tecidos no organismo.

Em indivíduos desportistas, o baixo consumo de cálcio está relacionado a distúrbios na contração muscular, que contribuem para o surgimento de cãibras, em casos de deficiência leve, ou aparecimento de lesões e fraturas, em casos de deficiências mais graves.

É importante ressaltar que a adequação de cálcio dos esportistas é individualizada, pois depende de diversos fatores, tais como a exposição solar e os hábitos alimentares, que englobam fatores como consumo de proteínas, cafeína, fósforo, sódio, etc.

Vitamina C:

O exercício físico acentua a produção de radicais livres e a vitamina C é uma das principais fontes antioxidantes do organismo. A suplementação dessa vitamina ainda não está completamente esclarecida; porém, devido à sua capacidade imunomoduladora e reparadora do colágeno, alguns estudos relacionam o consumo com a melhora da performance e recuperação pós exercício.

A quantidade necessária dessa vitamina pode ser alcançada facilmente com um plano alimentar equilibrado. Devemos ter cuidado com a suplementação excessiva de vitamina C, pois altas doses podem diminuir a biodisponibilidade de cobre, causar diarreia, promover a formação de cálculos renais em indivíduos predispostos e ainda interferir nos níveis laboratoriais de glicemia, ácido úrico, creatinina e sangue oculto nas fezes.

Cromo:

O cromo é um mineral muitas vezes negligenciado na prescrição de um plano alimentar e que possui importantes funções no metabolismo dos praticantes de atividade física. A sua função está diretamente associada à insulina e a sua relação no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

Alguns estudos apontam que esse mineral é capaz de aumentar a massa muscular em praticantes de exercícios de resistência, pois facilitaria o transporte de aminoácidos para dentro do músculo. Outras pesquisas despertam interesse devido ao possível efeito em reduzir gordura, possivelmente pelo seu efeito na redução da resistência à insulina.

No entanto, recomenda-se realizar a administração do cromo em associação com alguma fonte de carboidrato, para evitar um possível quadro de hipoglicemia e avaliar a dosagem pelo período de suplementação, quando for necessária, para evitar uma possível toxicidade.

Procure profissionais qualificados e capacitados para que, através de métodos personalizados, sejam prescritas as orientações corretas do seu programa nutricional e de exercícios físicos para alcançar seu objetivo.

Vitamina D:

Recentemente, vários estudos sugerem que a deficiência de vitamina D no organismo pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças autoimunes, doenças crônicas não esqueléticas, e, ainda, promover um estado pró-inflamatório. Assim, a manutenção de níveis adequados dessa vitamina, consequentemente, está associada à otimização da performance.

Dentre os principais sintomas associados à deficiência de vitamina D, encontram-se fraqueza muscular, distúrbios no metabolismo ósseo e desequilíbrio imunológico. Diante de sua importância para a saúde e performance esportiva, a suplementação de vitamina D deve ser avaliada e, caso necessário, suplementada, principalmente nos indivíduos que não possuem adequada exposição ao sol.

Fique atento às novidades e conte sempre com o seu nutricionista para adequar o melhor plano de nutrição para sua rotina de exercícios físicos.

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