As lesões pigmentadas de pele podem variar desde lesões benignas e inofensivas até lesões agressivas e perigosas, como o câncer de pele do tipo melanoma. Muitas vezes, é difícil diferenciar essas lesões durante o exame clínico somente a olho nu, mesmo por profissionais experientes. Desta forma, são necessários métodos complementares para ajudar no diagnóstico precoce de lesões pigmentadas, fundamental para a cura do paciente em alguns casos.

A dermatoscopia (microscopia de superfície ou microscopia de epiluminescência) é um exame simples e não invasivo que visa auxiliar no diagnóstico precoce do melanoma e de outros tumores de pele. Seria um intermediário entre o exame clínico e o exame histopatológico (biopsia). É realizado com o auxílio de um aparelho chamado dermatoscópio, uma espécie de lupa bastante potente. Esse instrumento é colocado sobre a lesão a ser avaliada (nevo, mancha, tumor, etc) e sua lente faz uma magnificação de, no mínimo, 10 vezes. Assim, é possível visualizar em detalhes cores, estruturas e vasos abaixo da camada mais superficial da pele, que não são visíveis normalmente.

A lesão é então classificada em benigna, maligna ou suspeita, contribuindo para a definição de um diagnóstico, necessidade de biópsia ou retirada completa da lesão, de forma que a melhor conduta possa ser tomada.

A sua principal indicação é para o exame de lesões pigmentadas da pele, visando o diagnóstico do melanoma cutâneo inicial. Entretanto, a dermatoscopia é amplamente utilizada também no auxílio diagnóstico de outras lesões de pele, benignas ou malignas e, ainda, para diversas doenças do couro cabeludo e dos cabelos (como queda de cabelo e calvície), para um diagnóstico preciso, avaliação da evolução e resposta ao tratamento, sendo atualmente um método indispensável e rotineiro na prática dermatológica.

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